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Projeto de Apoio ao Desenvolvimento
Sustentável de Itapagipe
Superintendência de Extensão e Ação Comunitária
Os eixos fundamentais deste Projeto são o fomento
à organização comunitária e o
estímulo à sua capacidade propositiva, bem como
a articulação interinstitucional com vistas
à promoção do desenvolvimento includente
e sustentável da Península de Itapagipe.
Seu objetivo é fomentar a articulação
das organizações locais, empresários,
instituições públicas e privadas com
vistas ao desenvolvimento sustentável da Península
de Itapagipe, traduzido em melhoria das condições
de vida da população ali residente.
Em sua origem (1997), o Projeto parte de demandas de lideranças
locais, preocupadas com a veiculação de notícias
na mídia sobre a implantação de diversos
projetos públicos, dando sinais de que a área
seria objeto de um processo de mudança. O apoio solicitado
inicialmente à UCSal foi no sentido de ajudá-los
a refletir sobre esta questão, identificando os interesses
em jogo, na perspectiva de que a população viesse
a se constituir em sujeito desse processo e usufruir dos seus
resultados.
O Projeto evoluiu para a constituição de uma
rede de organizações locais, a Comissão
de Articulação e Mobilização dos
Moradores da Península de Itapagipe CAMMPI, que hoje
congrega 42 organizações em busca de alternativas
para o desenvolvimento local, atendo-se às áreas
de habitação e qualidade de vida, meio ambiente,
cultura, turismo, segurança e oportunidades de geração
de trabalho e renda, tendo como referencial o Plano de Desenvolvimento
Sustentável de Itapagipe elaborado pela rede.
Posteriormente foi criado o Núcleo de Articulação
Institucional de Itapagipe NAI para articular as ações
institucionais de apoio ao desenvolvimento local, de modo
a dar unidade à atuação das instituições
em Itapagipe, integrando-as às estratégias de
desenvolvimento propostas pela comunidade. E para ampliar
a participação da sociedade no processo de desenvolvimento
local, foi criado o Fórum de Desenvolvimento de Itapagipe,
que se reúne anualmente para analisar as ações
desenvolvidas no período e deliberar sobre as prioridades
de ação com referência no Plano de Desenvolvimento
de Itapagipe.
O Projeto abrange dez bairros da cidade de Salvador que constituem
a Península de Itapagipe. Trata-se de uma área
de economia deprimida, habitada por um contingente de 152.000
pessoas (IBGE/2000) e dona de um dos maiores bolsões
de pobreza de Salvador, possuindo, em contrapartida, um considerável
patrimônio natural, histórico e arquitetônico.
Ao longo de sete anos de projeto, muitas conquistas foram
obtidas, a exemplo de reforma de praças públicas,
antecipação de projetos governamentais, atração
de novos projetos institucionais, aporte financeiro a alguns
grupos produtivos locais. Destacamos, entretanto, os ganhos
políticos desta experiência, a saber: consolidação
das novas institucionalidades voltadas para o desenvolvimento
local: a CAMMPI, o NAI e o Fórum de Desenvolvimento
de Itapagipe; o reconhecimento da CAMMPI como instância
representativa local pelos poderes públicos, passando
a adotar uma postura dialógica em relação
a esta; a autonomia da CAMMPI na captação de
recursos financeiros para o fortalecimento da rede e das organizações
comunitárias que a compõem , possibilitando:
a legalização das entidades, a instalação
do site e do banco de dados da CAMMPI, a realização
de seminários temáticos e as reuniões
do Fórum de Desenvolvimento.
No contexto da UCSal, o Projeto atraiu para a área
de Itapagipe ações de outros programas de extensão
da Universidade, a exemplo do Programa Economia dos Setores
Populares e do Programa de Educação e Cidadania,
além dos Projetos Memorial de Alagados, Atenção
Família/Escola e Educando com Arte. Ao mesmo tempo,
possibilitou a realização de duas linhas de
pesquisa previstas no PROCAD/CAPES, em convênio com
o IPUR/UFRJ, ambas em andamento: a primeira refere-se a um
estudo comparativo sobre a qualidade e o acesso aos serviços
em rede, especificamente de água e esgoto; a segunda
remete a um estudo sobre a antiga indústria na Península
de Itapagipe e as possibilidades de reconversão.
Equipe responsável
Coordenadora - Rita Amália da
Silva Carreiro
(Assistente Social)
03 estudantes de Serviço Social.
Contatos
Rita Amália: (71)3324-7548 –
ritasc@ucsal.br
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